terça-feira, 6 de novembro de 2012

CONHECENDO O DOSVOX

O DOSVOX é um sistema para microcomputadores da linha PC que se comunica com o usuário através de síntese de voz, viabilizando, o uso de computadores por deficientes visuais.

 O programa é composto de:

  • Sistema operacional que contém os elementos de interface com o usuário;
  • Sistema de síntese de fala para língua portuguesa;
  • Editor, leitor e impressor/formatador de textos;
  • Impressor/formatador para braille;
  • Programas de uso geral para cegos: caderno de telefones, agenda, calculadora, preenchedor de cheques, etc;
  • Jogos diversos;
  • Ampliador de telas para pessoas com visão reduzida;
  • Programas para ajuda à educação de crianças com deficiência visual;
  • Programas para acesso à Internet, como Correio Eletrônico, Telnet, FTP e  acesso a WWW;
  • Leitor de telas/janelas para DOS e Windows.

HISTÓRICO DO SISTEMA

O sistema foi desenvolvido no Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sob a supervisão do analista José Antonio dos Santos Borges, da Divisão de Assistência ao Usuário. 

Da equipe de desenvolvimento participam também programadores deficientes visuais, que fazem uso do sistema, sem necessitar de ajuda de pessoas que enxergam.

O sistema DOSVOX tem um grande impacto social pelo benefício que ele traz
aos deficientes visuais, abrindo novas perspectivas de trabalho e de comunicação. O DOSVOX hoje conta com mais de 2.000 usuários em todo o Brasil.

Para baixar (gratuitamente) o programa em seu PC, basta entrar no link abaixo:
http://www.baixaki.com.br/download/dosvox.htm
 
Para conhecer um pouco mais antes de baixar, acesse:
http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/
http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/intro.htm



Jeane Oliveira

SOFTWARE HAGÁQUÊ: UMA PROPOSTA EDUCACIONAL INTERDISCIPLINAR



Vivemos atualmente na sociedade do conhecimento e da tecnologia, mas que ainda se defronta com práticas que fragmentam ensino e aprendizagem, este paradigma, no entanto precisa ser superado na perspectiva de contribuir com novas formas significativas de contribuir para a melhoria da qualidade do ensino.
Em vista disso, torna-se necessário que as propostas pedagógicas das instituições de ensino percebam que não é só o acesso a tecnologia, ou a máquina em si que vai fazer ou trazer a mudança, mas sim a postura frente ao uso pedagógico do computador como um recurso potencializador de aprendizagem, interativa a dinamizar as suas aulas. Nessa ocasião a formação do professor torna-se fundamental, pois uma ferramenta computacional requer que o professor conheça com propriedade, tanto o conteúdo quanto a ferramenta computacional para tal, para que se faça o uso eficaz do computador e dos softwares educativos nas escolas, e possam desenvolver a integração da interdisciplinaridade através seu do fazer pedagógico (TAJRA, 2012).
O software Hagáque* neste processo dinamiza esta prática, uma vez através do seu fácil acesso, com uma interface simplificada para manuseio das ferramentas por qualquer pessoa, a construção de histórias em quadrinhos torna aos alunos um grande atrativo.
O HagáQuê, possui diversos componentes para a criação de uma história em quadrinhos, faz com que o educador utilize a técnica da leitura e a escrita relacionadas à alfabetização aliada à informática aplicada à educação, pois ao inserir cenários, personagens e balões, além de vários recursos possibilita o usuário, professor ou aluno, contextualizar uma história, aproximando a realidade do virtual, bem como o envio por e-mail e impressão. (SILVA, 2009)
Exibe um conjunto de ferramentas, comuns a outros editores de desenho como, por exemplo, aumentar e diminuir figuras, selecionar, apagar, pintar através da palheta de cores; possui um banco de imagens de personagens, cenários e objetos, tanto colorido quanto em preto e branco (e que podem ser coloridos no próprio software), possui também as imagens de balões e onomatopéias, como também possibilita inserir novas imagens, fotos e/ou capturadas na Internet podendo no próprio software aumentar e diminuir o tamanho, girar e inverter modificando posições e direções.
Este recurso permite a partir da intencionalidade pedagógica uma infinidade de possibilidades interdisciplinares, não só através da produção textual, mas através da liberdade de expressão permite construir de forma contextualizada e significa seu conhecimento.
Por tudo isso, reafirma-se que a utilização do computador e dos softwares educacionais, aqui demonstrado através do HagáQuê, tem um potencial para elevar  a qualidade do ensino e da aprendizagem,  tornando um ambiente favorável à construção e produção do conhecimento e ao desenvolvimento.

*1 O HagáQuê é um software distribuído gratuitamente através do site http://www.nied.unicamp.br/~hagaque e não pode ser comercializado em hipótese alguma. Este projeto está sendo desenvolvido como parte da dissertação de mestrado de Eduardo Hideki Tanaka, sob orientação da Profª Drª Heloísa Vieira da Rocha, no Instituto de Computação da UNICAMP. Versão Atual: 1.05 (15/02/2007)

Referências:

SILVA, Ricardo José de Souza. Avaliação de Software Educacional: critérios para definição da qualidade do produto (2009). Acessado em: 07/07/2010. Disponível em: http://www.abciber.com.br/simposio2009/trabalhos/anais/pdf/artigos/4_educacao/eixo4_art19.pdf.

TAJRA, F. Sanmya. Informática na Educação. Novas ferramentas pedagógicas para o professor atualizado. São Paulo: Érica, 2012.
Olá pessoal!
Segue a lista, disponibilizada na Oficina, dos repositórios de objetos de aprendizagem de diversas áreas do conhecimento para download gratuito:


BIOE (Banco Internacional de Objetos de Aprendizagem)
http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/

LABVIRT (Laboratório Didático Virtual),
http://www.labvirtq.fe.usp.br/indice.asp

RIVED (Rede Interativa Virtual de Educação),
http://rived.mec.gov.br/

CESTA (Coletânea de Entidades de Suporte ao uso de Tecnologia na Aprendizagem) http://cesta.cinted.ufrgs.br/cesta.login.php

PROATIVA (Grupo de Pesquisa e Produção de Ambientes Interativos e Objetos de Aprendizagem), entre outros. http://www.proativa.vdl.ufc.br/oa.php

                                                                                                                                              Muito bom!



O USO DO CELULAR PARA ALCANÇAR OBJETIVOS DIÁTICOS-PEDAGÓGICOS NA EDUCAÇÃO ESCOLAR


            As tecnologias educacionais contribuem sobremaneira para o desenvolvimento do ensino-aprendizagem escolar. Entretanto o termo tecnologia educacional, (Tajra, 2012) é considerado pelos educadores como um paradigma futurístico, sendo que esta também se relaciona aos antigos instrumentos de apoio didático-pedagógico como o giz, a lousa, o livro didático, o retoprojetor, o vídeo, a televisão, o aparelho de som, entre outros.
            Segundo Antonio (2010) os telefones celulares atuais são pequenos, leves, tem baterias duradouras, funcionam em quase todos os lugares e há muito deixaram de exercer apenas a função de telefone. Hoje em dia os telefones celulares são verdadeiras centrais multimídias computadorizadas onde se pode telefonar, ouvir rádio, mp3, assistir TV, tirar fotos, fazer filmes, gravar voz, jogar videogame, mandar e receber e-mails ou arquivos e acessar a Internet, entre outras muitas funções e usos, como é o caso do uso pedagógico.
            Algumas sugestões e cuidados para o uso pedagógico dos telefones móveis celulares modernos em sala de aula e fora dela (ídem):
- Se você em algum momento faz cálculos em suas aulas e solicita que os alunos os façam, e a menos que por alguma boa razão eles devam fazer esses cálculos com algoritmos específicos e usando papel e lápis, então considere fortemente a possibilidade de usar os celulares como calculadoras.
- Além disso, se você é professor de matemática e quer ensinar seus alunos como resolver expressões aritméticas obedecendo às regras de precedência de operadores, considere que o uso de calculadoras, e, portanto celulares, consiste em um método bastante eficaz de fazê-lo, pois as máquinas seguem a ordem que nós determinamos para as operações; o telefone celular é uma calculadora também.
- Se você marca datas de provas, entregas de trabalho ou outras datas que considera importante que os alunos se lembrem, peça-lhes que anotem essas datas. Não no caderno, mas sim na agenda do celular. Eles andam com o celular no bolso o tempo todo. O telefone celular é uma agenda que tem até mecanismo de alerta.
- Já é possível criar um serviço de envio de mensagens de aviso por e-mail ou via torpedos. Pelo celular é possível receber atualizações de sites, blogs e até mesmo de mensagens do Twitter, bem como fazer o caminho oposto. Se quiser dar um passo adiante você pode criar um serviço desses e disponibilizar para seus alunos. O telefone celular também é um serviço de leitura de notícias e de publicação de notícias.
- Os celulares atuais gravam sons, imagens (fotos) e ambos (filmes). Todos esses recursos servem para “registro”. Permita, e mesmo incentive que seus alunos fotografem sua lousa ao invés de copiá-la no caderno. Isso lhes permite prestar atenção em você, enquanto você fala e escreve, ao invés de repartirem a atenção entre o que você diz e o que eles estão copiando nos cadernos.
- O mesmo vale para as suas explicações importantes que podem ser gravadas como sons ou como filmes. Imagine o quanto é mais interessante para o aluno “assisti-lo” ou mesmo “ouvi-lo” na hora de estudar do que apenas conferir anotações, nem sempre fiéis, feitas nos cadernos.
- Use você mesmo, esses recursos para registrar atividades feitas com os alunos, pois o telefone celular é uma câmera fotográfica digital, uma filmadora digital e um rádio-gravador digital.
- Proponha o uso dos celulares como ferramentas para os alunos desenvolverem seus trabalhos. Isso é o que chamamos de “making-off” das atividades e, ao fim e ao cabo, é esse o único registro que nos interessa e não o resultado final da atividade. Por exemplo, se eles têm que confeccionar uma maquete, porque não fotografar todas as etapas e depois transformar isso em um filme (animação) que pode ser incluído como parte da própria atividade? O telefone celular é uma ferramenta de registro, edição e publicação.
            Alguns cuidados finais:
            Ter em mente que ainda temos muitos alunos que não têm telefone celular ou que têm telefones celulares que não dispõem de todos os recursos mencionados aqui. Além disso, em alguns estados e municípios (e há uma lei tramitando com validade para o país todo) o celular é proibido na escola. Portanto, é preciso sempre:
- Propor atividades que envolvam o uso de celulares para grupos de alunos em que pelo menos um aluno do grupo disponha do celular com o recurso que será utilizado.
- Permitir que os alunos aprendam a usar o recurso antes de propô-lo como parte de uma atividade. Geralmente os alunos dominam os celulares melhor do que seus professores e aprendem rápido a usá-lo, por isso é uma boa ideia “deixar que eles mesmos ensinem e aprendam a usar o recurso entre eles mesmos” (e aproveite para aprender também!).
- Discutir as questões éticas e morais envolvidas no uso de imagens e registros, bem como o uso indevido dos celulares e de outros equipamentos de mídia.
- Estabelecer claramente no planejamento da sua atividade, e descrever em detalhes no seu planejamento de aula, os objetivos do uso do celular nas atividades propostas. Haverá sempre alguém para se indignar com o fato do celular estar sendo usado na sua aula, infelizmente.
- Estabelecer claramente as regras de uso dos celulares na escola de maneira geral e, em particular, durante as aulas em que não estarão usando o celular “como parte da aula”, da mesma forma como estabelecemos as regras para o uso do baralho, dos jogos de tabuleiro, dos aviõezinhos de papel e de todo o resto.

POSSIBILIDADES DO USO DO CELULAR NO ENSINO – APRENDIZAGEM EM QUÍMICA EM NOVA COLINA – RORAINÓPOLIS/RR
            A vila Nova Colina localiza-se a 42 Km da sede do município de Rorainópolis e não dispõe de serviço de telefonia móvel, entretanto o celular faz parte do cotidiano da população nova colinense e principalmente de adolescentes e jovens, pois constantemente as pessoas necessitam se deslocar até a sede do município para resolver inúmeras situações e até mesmo fazer compras e visitar amigos ou parentes, estabelecer comunicação com pessoas de outras localidades dentro e fora do estado.
            O acesso à internet em Nova Colina é possível em uma única lan house, em alguns computadores do laboratório de informática da escola e nas residências que contratam o serviço. Acessar a internet pelo celular é bastante raro.
            O uso do celular no ensino-aprendizagem de conteúdos de Química é possível, uma vez que a maioria dos estudantes possui essa tecnologia e sabem manuseá-la. Algumas ferramentas do celular podem ser bastante pertinentes para auxiliar os alunos a revisarem os conteúdos, como é o caso do gravador de áudio para captar as explicações, a câmara fotográfica para fotografar os procedimentos de uma aula prática e até mesmo a lousa, a filmadora digital para captar simultaneamente som e imagem das explicações e procedimentos de aulas experimentais que necessitem da produção de relatórios posteriores.

REFERÊNCIAS
ANTONIO, José Carlos. Uso pedagógico do telefone móvel (Celular). Professor Digital, SBO, 13 jan. 2010. Disponível em: <http://professordigital.wordpress.com/2010/01/13/uso-pedagogico-do-telefone-movel-celular/>. Acesso em: 03/10/2012.
TAJRA, F. Sanmya. Informática na Educação. Novas ferramentas pedagógicas para o professor atualizado. São Paulo: Érica, 2012.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

EXPLORANDO NOVAS FRONTEIRAS


O prof. DSc Josias Ferreira da Silva, regente da disciplina "Tecnologia da Informação no Ensino de Ciências" do Mestrado de Ensino de Ciências da Universidade Estadual de Roraima, participou recentemente de um importante Encontro Internacional na área de Educação que ocorreu de 24 a 26 de Outubro, na Universidad de Concepción, no Chile.
No III Congresso ALESDE – Asociación Latinoamericana de Estudios Socioculturales Del Deporte, o Dr. Josias apresentou o trabalho "Evaluación en Educación Física Escolar", que foi por ele assim resumido:
Este estudio es el resultado de la investigación doctoral presentada en el Colegio de Educación Física de la Unicamp, bajo el título: MÉTODOS DE EVALUACIÓN EN EDUCACIÓN FÍSICA EN LA ENSEÑANZA BÁSICA, que verificó las prácticas deportivas informales y formales de evaluación utilizados en la Educación Física en Escuelas Primarias. La formación teórica se basa en los expertos que tratan de hablar sobre la evaluación en una perspectiva crítica y sociológica. Los participantes del estudio fueron 45 profesores de educación física que imparten enseñanza en 10 escuelas en la escuela primaria, del 5º al 8º grados en Campinas/SP. Los resultados mostraron que el profesor de educación física define la evaluación de la siguiente manera: para 64,28% se trata de "evaluación continua"; 28,57% "la medición; 21,42% "evaluación diagnóstica ", 14,28% " evaluación final" y 47% emplean la evaluación informal.

Así, las prácticas de evaluación informal en el deporte en la educación física se llevará a cabo de manera que los valores de participación, asistencia, comportamiento, juicios de valor que son los mejores seguros de rendimiento deportivo, con el objetivo de seleccionar, ordenar, discriminar y etiquetar estudiantes, centrándose en temas relacionados con aspectos de la función motora, la biología, la psicología y problemas que enfrenta el campo de la medicina en su mayor parte se destaca en el aula de la educación física, lo que contribuye a la falta de disciplina y por qué por no decir la propia escuela. Una evaluación formativa y una planificación participativa que los aspectos cualitativos de énfasis en lo cuantitativo se deben implementar en la educación física, ya que mejora el rendimiento académico de los estudiantes, el análisis de su participación, su interés y asistencia.
Es necesario entender que hoy la escuela ya no es la única forma de transmisión del saber, porque los medios de comunicación y asociaciones profesionales, en general, pueden superar el conocimiento que se imparte dentro de los muros de la Escuela. La evaluación de los deportes y el papel de la escuela informal de la educación física debe ser permanente, participativa y debe involucrar a todos los dominios cognitivos social y motor de los alumnos, que trabajan en el ámbito formal e informal, que incluirá: participación, cooperación, trabajo, exámenes escritos, en coreografía, danza, ejercicio que involucre la gimnasia, los deportes de equipo, de acuerdo con el desarrollo individual el estudiante. En este proceso de doble sentido, los profesores y los estudiantes participan juntos en la preparación y evaluación de los resultados del deporte informal, sin conflictos en el momento de la calificación final se establece. La evaluación debería priorizar el nivel de aprendizaje, en función de los objetivos, de manera que puede guiar las decisiones que se hizo.
Chiquééérrimo nosso professor!